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Esnar Ribeiro: Como o Votu International Devolveu o Protagonismo e o Luxo às Grandes Montarias

O rodeio brasileiro está testemunhando uma mudança de paradigma, e o epicentro dessa transformação tem nome: Votu International Rodeo. Segundo Esnar Ribeiro, um dos maiores especialistas e comentaristas do setor, o evento deixou de ser apenas mais uma festa no calendário para se tornar um divisor de águas na forma como o esporte é consumido e valorizado.

A primeira edição não foi apenas um sucesso de público; foi uma prova de conceito. Segundo Esnar Ribeiro, o grande trunfo foi estabelecer um novo equilíbrio entre as montarias e os shows musicais. Em Votuporanga, ambos foram tratados com o mesmo peso.

O resultado foi uma resposta imediata do público. Muito antes dos primeiros acordes musicais, às 19h, as arquibancadas já estavam lotadas. A expectativa gerada em torno da competição superou projeções e provou que, quando o rodeio é bem divulgado e valorizado, o engajamento é orgânico e poderoso.

O Grupo Tercio Miranda decidiu dobrar a aposta no que se refere à estratégia de valorização, que agora vem acompanhada de cifras impressionantes. Serão seis automóveis 0 km distribuídos entre os competidores (um para cada integrante do time campeão e um para o campeão individual), além de uma motocicleta destinada aos técnicos e mais duas motos para o melhor touro e a melhor boiada.

“A proposta é clara: mostrar que o rodeio pode criar conteúdo e expectativa tanto quanto os artistas, que já estão na mídia o ano todo”, afirma Esnar.

Esse movimento já causa o que Ribeiro chama de “efeito locomotiva”. Ao elevar o patamar das premiações, o Votu International Rodeo força o mercado a se movimentar. Um exemplo claro é a cidade de Fernandópolis, que recentemente anunciou uma premiação superando a marca de R$ 500 mil. O mercado está sendo puxado para cima.

A equipe internacional está ainda mais robusta, contando com atletas da Austrália, Estados Unidos e México. Esnar Ribeiro destaca que trazer competidores estrangeiros de alto nível para o Brasil é um desafio hercúleo, visto que o Brasil é hoje uma potência com 15 títulos mundiais e seus principais nomes estão competindo nas ligas americanas, mas o intercâmbio é fundamental para consolidar o caráter internacional do evento.