O rodeio de Lagoa Formosa recebeu, nesta edição da Festa do Feijão, os trabalhos de julgamento de Tião Procópio. O homem, que é sinônimo da história da montaria em touros no Brasil, está julgando e participando do evento pela primeira vez e não poupou elogios à organização e à infraestrutura.
Acostumado com as maiores arenas do planeta, Procópio revelou surpresa ao se deparar com o recinto de Lagoa Formosa. “É um estádio de rodeio maravilhoso. A gente, que tem vários anos de estrada, se surpreende ao encontrar um lugar tão próprio e bem preparado”, afirmou o juiz.
Para o ícone, o diferencial de Lagoa Formosa reside na união de forças: a sinergia entre a Diretoria, o Sindicato Rural e a Prefeitura foi apontada como o motor que faz o evento acontecer com excelência.
Além da estrutura física, Tião destacou dois pilares que, segundo ele, são raros de encontrar com tamanha perfeição:
- Cumprimento de Horários: Uma marca de organização que impõe respeito ao público e aos profissionais.
- Qualidade Técnica: A contratação de grandes profissionais que colocam a Festa do Feijão no mesmo patamar das principais festas do país.
O Legado de um Pioneiro
A presença de Tião Procópio em Lagoa Formosa é um marco histórico. Estamos falando do primeiro brasileiro a desbravar os Estados Unidos, trazendo na bagagem os equipamentos e a técnica que fundaram a montaria em touros moderna no Brasil. Campeão de Barretos em 1980, ele foi o principal responsável pela implantação da modalidade no país, abrindo as portas para os títulos mundiais que viriam décadas depois.
Recentemente exaltado pelo tricampeão mundial Adriano Moraes, Tião é a base de uma pirâmide que hoje domina o cenário global. Se os brasileiros são hoje os protagonistas do rodeio mundial, muito se deve à coragem deste homem, que também serviu de inspiração para a cultura popular, como na construção de personagens da teledramaturgia brasileira (novela América, da Rede Globo).
“Lagoa Formosa não deixa a desejar para nenhum outro lugar. É rodeio de primeira, organizado e profissional”, concluiu Procópio.