A mística arena de Colorado, no Paraná, é conhecida por consagrar grandes nomes e servir de palco para a realização de sonhos de gerações de competidores. Para Ângelo Rossetto Júnior, a estreia na etapa da PBR Brasil em Colorado não foi apenas o início de sua trajetória profissional, mas a coroação de um legado familiar. Pisar pela primeira vez naquele templo do rodeio — onde ele cresceu assistindo ao pai, aos tios e ao irmão competirem — carregava o peso e a emoção da história de sua própria linhagem.
“Parecia um sonho eu estar ali no meio de tantos cowboys que eu sou acostumado a ver pela televisão”, revelou o jovem competidor sobre a sensação de estrear na lendária arena paranaense.
Uma trajetória curta no Brasil e o passaporte carimbado
Embora a estreia em Colorado tenha sido marcante, a passagem de Ângelo pelas arenas brasileiras foi extremamente breve. Em sua primeira montaria, ele mostrou a que veio ao vencer um touro qualificado logo na estreia. Contudo, por detalhes de notas e regulamento, acabou não avançando para a grande final do evento.
Apenas 20 dias após essa marcante estreia em solo nacional, o destino de Ângelo Rossetto Júnior já estava traçado rumo ao maior mercado de montarias em touros do mundo: os Estados Unidos.
O triunfo histórico no Cowtown Coliseum, em Fort Worth
A rápida transição para a América do Norte não intimidou o jovem talento. Mostrando uma adaptação impressionante ao estilo de boiada americano, Ângelo conquistou o título de campeão em Fort Worth, no Texas, competindo no histórico Cowtown Coliseum (no coração do Fort Worth Stockyards).
Essa vitória em um dos palcos mais tradicionais e antigos do rodeio mundial não apenas consolida sua técnica, mas serve de termômetro para o seu enorme potencial de progressão na pátria do rodeio.
A influência familiar e a virada de chave na carreira
O sucesso repentino esconde um início de incertezas. Ângelo confessa que, inicialmente, a montaria em touros não estava em seus planos principais e que ele não via a atividade como um caminho viável.
“Eu não queria montar, eu achava que não compensava. Depois meu irmão me convenceu que eu tinha que ir logo para os Estados Unidos, porque lá eu ia conseguir fazer algo legal. Então eu vim para cá. Eu montei muito pouco tempo no Brasil. Vim para cá, para perto do meu irmão, e consegui essa vitória”, explicou Ângelo.
A decisão de seguir o conselho do irmão e buscar o sonho americano provou-se acertada logo de início. Ao conquistar Fort Worth e manter a consistência técnica que corre no sangue da família Rossetto, Ângelo Júnior inicia sua jornada internacional com o pé direito, levando o nome de Colorado e a tradição do rodeio brasileiro para o topo do mundo.

Angelo Rosseto em Fevereiro na final em Rinópolis
