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A realização de um sonho de três décadas: Alexandre Rocha estreia na arena principal de Barretos pela Liga Nacional de Rodeio

A Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos é, indiscutivelmente, o maior templo do rodeio da América Latina. Para qualquer profissional que vive a poeira e a emoção das arenas, pisar naquele solo sagrado representa o ápice de uma carreira. Em 2026, esse marco histórico ganha um novo e emocionante capítulo com a estreia do locutor Alexandre Rocha na arena principal do evento, narrando pela prestigiada Liga Nacional de Rodeio (LNR).

Com uma trajetória que completa exatamente 30 anos em 2026, Alexandre Rocha assume o microfone de Barretos nas noites de segunda, terça e quarta-feira. Mais do que uma conquista profissional, sua escalação é a coroação de uma jornada que começou por um acaso do destino e se transformou em uma grande paixão de vida.


O despertar de uma paixão: do alojamento militar às arenas

A história de Alexandre com o rodeio começou em 1996, quando ele tinha apenas 21 anos. Na época, recém ingressado na polícia, ele recebeu uma missão de sua comandante para trabalhar na segurança de um rodeio municipal. Hospedado no mesmo hotel e alojamento que os competidores e profissionais da voz, o jovem policial viu um novo mundo se abrir diante de seus olhos.

“Ali despertou essa paixão. Eu já tinha ido ao rodeio na minha cidade para passear com a namorada, e já sentia que havia algo diferente ali. Aquela comunicação do locutor ao entrar na arena, a maneira de falar com o público… aquilo começou a me rodear. Mas foi naquele alojamento, convivendo de perto com os peões e locutores, que eu realmente tomei gosto pela coisa”, relembra Alexandre.

A partir daquele momento, o desejo de comandar a emoção do público de cima do palanque tornou-se seu principal objetivo de carreira.


O retorno ao templo: de 2013 à linha de frente profissional

Esta não é a primeira vez que Alexandre Rocha sente a vibração da arena de Barretos. Em 2013, ele teve a oportunidade de narrar no Rodeio Júnior. Mesmo já acumulando uma bagagem considerável de apresentações na época, a grandiosidade do monumento de Barretos impôs o seu respeito.

“Eu me lembro perfeitamente de 2013. A hora de entrar naquela arena principal, enorme… deu um baita frio na barriga. E eu acredito que dá esse frio na barriga em qualquer profissional, não importa o nível ou o tempo de estrada. Barretos é gigante”, pontua o locutor.

Desta vez, contudo, o desafio ganha contornos ainda mais grandiosos. Alexandre estreia na linha profissional de elite, integrando a equipe da Liga Nacional de Rodeio (LNR) — o campeonato que funciona como a principal vitrine esportiva do país e credencia os melhores atletas brasileiros para competirem no milionário rodeio The American, nos Estados Unidos.


Dividindo o microfone com os ídolos: “A ficha demora a cair”

Além da responsabilidade técnica de conduzir as montarias da LNR, a estreia de Alexandre traz um forte componente emocional. Ele dividirá o palco e a escala de trabalho diretamente com as maiores referências da locução de rodeio do Brasil — profissionais que, até então, ele acompanhava como fã e utilizava como inspiração para seus estudos diários.

“A ficha demora a cair. Eu vou atuar ao lado de caras que sou fã, caras em quem me inspiro e cujos vídeos fico assistindo na internet. Imagina a sensação: eu vou pegar o microfone de um ídolo meu, fazer o meu trabalho, e depois passar esse mesmo microfone para outro gigante da locução. É algo indescritível profissionalmente.”