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As vaias ao Mexicano foram desnecessárias, mas o motivo das vaias não

Disputa final em Barretos 2024, o estádio lotado como sempre, o título poderia ficar no Brasil, ou ir para o México.

O Mexicano, Álvaro Alvarez Aguilar, entrou liderando o rodeio internacional, e precisava de oito segundos para ser campeão.

Desde 1993, onde o americano Tuff Hedman foi campeão do rodeio internacional, que nenhum estrangeiro não levava o título de Barretos.

Bom, tem o impasse de 2009 que até hoje não se sabe quem foi o campeão de Barretos, a fivela está com o Paulo Lima, mas há uma controvérsia que é o J. B. Mauney o campeão, mas isso é outro assunto.

Voltando para os dias de hoje, naquele domingo, o clima era, se o Mexicano vence-se seu touro, o título iria para o México, se caísse o título ficaria no Brasil.

Abriu a porteira e o mexicano, caiu e, o estádio inteiro ovacionou, gritou como se fosse um gol.

As opiniões foram divididas, alguns acharam falta de respeito, outros acharam normal.

Temos que separar torcedores, dos outros profissionais.

Torcedor é torcedor, temos que entender isso. Não, acredito e nem vi, profissionais fazendo isso. 

Tudo bem que lá fora, nos EUA em especial, aplaudem nossos atletas, mas vibram também quando os deles ganham.

Então, eu acho tudo normal, porém, contudo, entretanto, o mais legal e interessante disso é a magica do rodeio internacional, da disputa entre os países.

Já é o segundo ano consecutivo que um competidor internacional chega liderando a Rodeio Internacional de Barretos e de verdade, seria tão bom para o lado comercial do evento um estrangeiro, voltar a vencer.

Agora um fato relevante é que, como torcedores, somos egocêntricos, pois, só está bom se a vitória for nossa, tanto nos EUA, quanto no Brasil. O futebol é nossa maior referência, enquanto outros países recebem com festa um time quarto colocado, nós recebemos com guerra nosso time vice-campeão.

No mesmo ano polêmico, vaiamos o time dos EUA e deu no que deu, EUA campeão dentro de Barretos na Copa do Mundo da PBR e tivemos que tolerar a resposta de J. B. Mauney dentro de casa.

Resposta de J. B. Mauney em 2009
Foto: André Silva

Certo ou errado, exagerado ou moderado, justo ou injusto, o certo é que a disputa internacional ganhou mais emoção nos dois últimos anos de Barretos.

Pois, ela alcançou a arquibancada, se a torcida agiu de forma exagerada ou não, a torcida agiu e é isso que nós mais precisamos no momento, um ligação com a arquibancada.