Rodrigo Teodoro, de Martinópolis (SP), é um dos nomes mais respeitados no Team Roping no Brasil, tanto como competidor quanto como ministrador de cursos.
Criado no Rancho Sky e acompanhando o pai — que já era laçador — a paixão despertou cedo. “O laço para mim é uma paixão, vivo disso, tá no sangue. Quando criança, meus brinquedos sempre eram uma cordinha”, relembra. “Meus brinquedos sempre foram cordinhas, cavaletes, passava o dia laçando desde cedo.”
O que começou como brincadeira aos 9 anos de idade transformou-se em profissão com uma evolução meteórica. Aos 15 anos ganhou sua primeira moto, laçando com Lincoln Figueiredo, um dos maiores nomes da modalidade, proprietário do haras onde o pai trabalhava.
Mesmo sem grandes condições iniciais aos 18 anos, Rodrigo já era Handicap 07 (ponto máximo do Team Roping profissional), o que o colocava na elite da modalidade no Brasil.
Atual campeão de Barretos, de onde conseguiu a vaga para este sábado, na final Leste do The American, em Lexington, no Kentucky.
Ele conquistou mais de 50 motos, 22 carros e três trailers. Bicampeão do Congresso e do Nacional da ABQM, eleito o melhor cabeceiro da ETR (Elite Team Roping). Foi parceiro de Junior Nogueira por muito tempo no Brasil.
Hoje, Rodrigo mantém um Centro de Treinamento próprio com cerca de 15 cavalos e ele já ministrou mais de cem cursos. Rodrigo está nos Estados Unidos há mais de um mês, em um rancho de um amigo americano, JC Flake, que cedeu animais para ele competir.
“A maior dificuldade é o animal e o gado, arrumar um bom cavalo”, explica o competidor. Ele já esteve nos EUA em outra oportunidade no mesmo local, conquistou bons resultados e, desta vez, já ganhou uma prova e um rodeio neste período de mais de um mês de preparação nos EUA.
“É muito dinheiro envolvido, são dois milhões de dólares, então por isso que estamos focados em treinar e dar o nosso máximo”, finaliza o competidor que Lacará com Nikinho Barone
A parceria entre a LNR e o The American, onde os campeões de Barretos vão direto para essas finais regionais, gera comentários nos bastidores sobre a possibilidade de brasileiros radicados nos EUA vir a Barretos competir visando The American.