Ainda é confuso essa questão de times da PBR. Um jogador/competidor em um time, é muito, mas muito diferente, do mesmo jogador/competidor em uma temporada individual.
Em primeiro lugar você não manda nas suas atitudes e escolhas. É um time, e esse time tem preparador físico, tem técnico, tem diretor, tem investidor, tem dono.
“Mas, eu já sou peão para não ter patrão” Então não vá para um time, lá um competidor terá patrão, cobrança, meta, será usado quando requisitado, e não quando quer, será descartado se não render. Acredito que essa seja a maior dificuldade, porque, os times, tiram toda a autonomia de um competidor que é senhor de suas decisões e atitudes.
Então há uma diferença boa entre um bom competidor individual e do mesmo competidor em um time, ele pode ser bom em cima do touro, mas fora dele, pode desunir a equipe e, isso é sempre prejudicial para um time. Já passa a ser um jogador não interessante.
Tem também a dedicação nos exercícios físicos, se o competidor não se esforça e não está rendendo, ele é descartado, há vários relatos sobre esse assunto.
No time, você vale o que você está rendendo. Se não rende é substituído, ou até dispensado.
Ninguém olha seu histórico, quem foi fulano ou cicrano. Um exemplo clássico, foi o Silvano Alves tricampeão mundial que não foi contratado no primeiro draft por não estar em um bom momento.
O competidor vai lidar com as condutas dos técnicos. Cada time tem um, e cada um tem um estilo. Temos técnicos motivacionais, outros brutos (sem educação mesmo), tem o técnico que decide pelo todo, junto com o coletivo, outros simplesmente decidem sem perguntar a opinião de ninguém, escolhe o touro que o competidor vai montar e o competidor só fica sabendo pelo site.
Existem as estruturas dos times. Tem time que paga tudo, voo, alimentação, hospedagem, etc. O competidor não gasta com nada. Existe time que não dá nada, voo, alimentação, hospedagem tudo por conta do competidor. Na final de times, vi competidores entrar em restaurante chique, e vi a metros dali outros comendo hamburguer.
Tem time que tem dinheiro e tem time que não tem. Tem competidor que ganhar até 150 mil dólares pela temporada, tem outros que não ganham nada, montam pelas diárias oferecidas pela PBR e pelos bônus dos times.
No papel, o Carolina Cowboys, era o favorito ano passado. Na pratica, o clima não era muito legal dentro do time, segundo relatos, o elenco era dividido.
No papel, o atual campeão mundial, o time do Texas Hattlers, nunca foi favorito, porém, o critério de escolha do técnico é por pessoas, não por currículo.
Nessa temporada, o time perfeito no papel é o Austin Glambers, mas nos dois primeiros jogos, não foi bem.
No papel, eu não me entusiasmei com time do NY Mavericks, na pratica, o time não rendeu na primeira rodada com três derrotas e apenas uma parada.
Então, a analise de um time, não é pela qualidade técnica “de cada jogador individual”, e sim pelo todo, você consegue identificar, com tudo isso que “raciocinamos acima”
Finalizando, um jogador bom, individualmente, pode ser um jogador que não some para ‘o’ time, e um jogador razoável individualmente pode ser bom para ‘o’ time.
É complexo, porém, real. E fica claro também como é difícil acertar um time. Nem sempre o dinheiro vai resolver, nem sempre os nomes individuais irão resolver, ou seja, isso mantem a imprevisibilidade ativa o que gera mais emoção para o esporte.